Aves nacionais em emissão filatélica dos CTT

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Os CTT apresentam, no próximo dia 9 de maio, uma emissão filatélica com diversas aves passeriformes migradoras, elos de ligação entre territórios e países europeus tão distantes como a Islândia, a Noruega, a Rússia e Portugal. As aves representadas nesta emissão são o tordo zornal, a ferfolha, o pisco-de-peito azul, o pisco-de-peito ruivo, o pintassilgo e o canário da terra.

O território português está no centro de uma via de passagem privilegiada para muitas espécies de aves migradoras. A localização num dos extremos geográficos do Mar Mediterrâneo, onde é mais fácil a travessia desta água, torna também possível a observação em Portugal, de milhares de aves que usam sazonalmente o corredor migratório dos mares Mediterrâneo e Negro. Ainda, o clima de regiões como os Açores ou a Madeira, cria condições de abrigo e maior disponibilidade de alimentos para a invernação de muitas espécies, nomeadamente de aves de pequeno e medio porte como os passeriformes.

A Reserva Natural do Estuário do Sado é uma das mais importantes zonas húmidas portuguesas e um local vital para muitas espécies migradoras e invernantes. É o caso do pisco-de-peito-azul (Luscinia svecica), uma ave rara durante todo o ano à exceção do inverno, altura em que partilha os caniçais e juncais que crescem nas margens salobras, ou a vegetação ribeirinha nas margens de rios e arrozais, com outra espécie de pisco com populações residentes (e também migradoras) — o pisco-de-peito-ruivo (Erithacus rubecula).
Na ilha de São Miguel, nos Açores, avistam-se as pastagens costeiras da vertente sul da ilha, em cujas sebes e prados se pode observar uma rara migradora nestas ilhas atlânticas, o tordo-zornal (Turdus pilaris). Aqui partilha o habitat com uma pequena ave residente, a ferfolha (Regulus regulus), que embora seja mais comum em matagais e áreas florestais dominadas por urzes e pelo cedro-do-mato (Junipers brevifolia), também pode aparecer saltitando pelos raminhos das sebes e bosquetes associados às pastagens.
Nas terras altas do interior oriental da ilha da Madeira, despontam diversas áreas de paisagem mais aberta, que são o habitat predileto de duas espécies de fringilídeos: o pintassilgo (Carduelis carduelis), que apresenta grandes populações migradoras em contexto europeu; e o canário-da-terra (Serinus canaria), uma espécie endémica da Macaronésia (arquipélagos dos Açores, Madeira, Canárias e Cabo Verde).
Esta emissão filatélica é composta por três selos, cada um com o valor facial de 0,86€ e uma tiragem de 120 000 exemplares cada; e três blocos filatélicos com uma tiragem de 38 000 exemplares cada, com dois selos de 0,86€ cada. As ilustrações dos selos foram feitas por Nuno Farinha. As obliterações de primeiro dia serão feitas nas lojas dos Restauradores em Lisboa, Munícipio II no Porto, Zarco no Funchal e Antero de Quental em Ponta Delgada.

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