Jiang Qiong Er leva “It Is Time to Plant Love” às Pirâmides de Gizé

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A artista franco-chinesa Jiang Qiong Er vai apresentar uma nova instalação monumental, concebida especificamente para o Planalto de Gizé, no âmbito da sexta edição de “Forever Is Now”, organizada pela Art D’Égypte.

Entre 4 e 28 de novembro de 2026, as Pirâmides de Gizé serão o cenário de uma nova intervenção artística de Jiang Qiong Er. Intitulada “It Is Time to Plant Love”, a instalação foi concebida especificamente para este lugar emblemático e será apresentada no âmbito da sexta edição de “Forever Is Now”, exposição internacional de arte contemporânea que reúne artistas de diferentes países em diálogo com o património egípcio.
A inauguração da obra terá lugar a 4 de novembro, através de uma performance da própria artista. Este gesto inaugural, que dá nome à instalação, assinalará simbolicamente o início do projeto. A abertura oficial da exposição está prevista para 7 de novembro, acompanhada pela iluminação da instalação no local.

Uma viagem através do símbolo
Concebida para se integrar na paisagem singular do Planalto de Gizé, a obra assume a forma de um percurso. Doze figuras monumentais, inspiradas em criaturas míticas de diferentes tradições culturais, acompanham um caminho que conduz os visitantes em direção às pirâmides.
Em vez de se apresentar simplesmente como um objeto para contemplar, a instalação foi pensada como uma experiência de passagem, convidando cada visitante a realizar uma viagem simultaneamente física e interior.
No centro do projeto encontra-se uma reflexão sobre os sinais e símbolos capazes de aproximar diferentes culturas. Jiang Qiong Er desenvolve há vários anos um vocabulário visual inspirado nas grandes tradições gráficas da humanidade. Para esta obra, criou aquilo que define como o “hieróglifo do AMOR do século XXI”, inspirado nos hieróglifos egípcios, nos caracteres chineses e noutros sistemas de escrita ancestrais.
A composição não pretende fundir culturas distintas, mas propor uma linguagem comum construída a partir de diferentes raízes históricas e capaz de atravessar fronteiras.

Arte como espaço de encontro
A instalação integra uma investigação artística mais ampla de Jiang Qiong Er em torno do conceito de “Universal Art”, através do qual procura explorar valores partilhados entre diferentes civilizações utilizando símbolos, luz e a experiência do lugar.
Uma das questões centrais do seu trabalho é “Como podemos viver juntos?”. A artista entende a arte como um espaço de encontro entre culturas, no qual as obras funcionam como mediadoras e não apenas como objetos autónomos.
A nova intervenção surge na continuidade de projetos anteriores, entre os quais “Guardians of Time”, no Musée Guimet, “Breath of Time”, no Musée Narbo Via, em exposição até 3 de janeiro de 2027, e “Divine Light”, na Église Saint-Eustache, em Paris.

© QEJ Studio

Jiang Qiong Er
Nascida em Xangai, Jiang Qiong Er divide a sua atividade entre a China e França. Artista, designer e criadora franco-chinesa, desenvolve há mais de duas décadas um trabalho na interseção entre arte, design e artesanato de excelência, com particular atenção à transmissão cultural, espiritualidade e diálogo entre civilizações.
Formada na Tongji University, em Xangai, e posteriormente na École nationale supérieure des Arts Décoratifs, em Paris, é reconhecida pelo trabalho que coloca tradições ancestrais em diálogo com a criação contemporânea.
As suas obras integram coleções de instituições como o British Museum, o Victoria and Albert Museum, o Musée Guimet, o Musée des Arts Décoratifs, a coleção da UNESCO, em Paris, e o Shanghai Museum.

“Forever Is Now” regressa a Gizé
Organizada pela Art D’Égypte, “Forever Is Now” promove desde 2021 a criação de obras contemporâneas especificamente concebidas para o Planalto de Gizé, estabelecendo um diálogo entre a criação artística atual e um dos mais importantes patrimónios culturais da humanidade.
A sexta edição decorrerá de 4 a 28 de novembro de 2026 e colocará em destaque artistas mulheres, dando maior visibilidade às suas vozes e visões no contexto deste programa internacional.
A iniciativa pretende explorar as relações entre memória, transmissão e imaginação, proporcionando novas perspetivas sobre as pirâmides e sobre a forma como passado e presente podem coexistir numa experiência artística contemporânea.

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