Passear Nos Jardins de la Alhambra e Generalife

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La Alhambra, traduzida significa “a vermelha”, situa-se na colina de Sabika na Serra Nevada, junto ao rio Darro, e tem como vizinhos os bairros de Albaycín e Sacromonte.

A Tradição dos Jardins Árabes em Granada

Historicamente existem menções de construções em Alhambra desde o século IX, aquando da época romana, mas foi em 1237 quando o fundador da dinastia Nasrid Al-Ahmar se sentiu atraído pelas ruínas na colina de Sabika e decidiu instalar aí o seu palácio, que se deu início à Alhambra que hoje conhecemos.

A dinastia de Nasrid foi a última formação política muçulmana na Península Ibérica, dai a sua influência em termos de paisagem e arquitectura se fazerem ainda sentir bastante. O reinado de Al-Ahamar governava grande parte da costa mediterrânea, desde Tarifa a Almeria e parte da actual província de Jaén.

La Alhambra é composta por 3 grandes áreas, Alcazaba é a área militar de onde se podia controlar toda a região de Granada, os Palácios Nazaríes onde o sultão e a sua família moravam e onde também haviam escritórios de carácter administrativo e por fim a Generalife onde se encontram os jardins, hortas e palácios para entretenimento.

Granada acabou por se render aos reis católicos a 2 de Janeiro de 1492, podendo os muçulmanos residentes na área continuar a praticar a sua religião e conservar a sua língua, sistema fiscal e os seus costumes.

Hoje La Alhambra é dos monumentos mais visitados em todo o mundo, e considerado pela UNESCO património mundial desde 1984.

A visita a Alhambra é obrigatória, principalmente para quem gosta de jardins e arquitectura.

Existem 4 portões de entrada, na fortaleza a sul a Puerta de la Justicia que é o maior dos 4 portões e a sua construção data de 1348 e a Puerta de Siete Suelos, enquanto que a norte a Puerta de las Armas e a Puerta del Arrabal. Mesmo sem bilhete é uma visita, é possível circular nalgumas zonas muito interessantes e com vistas sobre Granada espectaculares.

O percurso recomendado divide-se em três zonas principais uma vez dentro do monumento são:

Palácios Nazaríes – Generalife – Alcazaba e Palácio de Carlos V

A ordem pela qual visitamos estas três diferentes etapas depende muito da hora de visita que nos é facultada no bilhete para visitar o Palácio de Nazaríes.

Etapa: Palácios Nazaríes

A entrada é feita através de Mexuar, a sua função ainda hoje é um mistério, as salas são ricamente ornamentadas e o azulejo é muito usado na decoração. De segui­da é-se conduzido para o Cuarto Dorado, construído durante o reinado de Mohammed V, uma das suas paredes, que é a fa­chada do Palácio de Comares, é das mais impressionantes criações de arquitectura Nasrid, toda coberta de filigranas de estuque dourado com motivos florais e geométricos, um dos locais mais importantes da arquitectura de La Alhambra.

O Pátio de los Arrayanes foi mandado construir por Yusuf I, com as fachadas laterais mais simples e longas destacam-se aqui os arcos adornados que reflectem na superfície da água, estreitos arbustos de mirto percorrem o pátio dando ênfase ao comprimento do lago e guiando o olhar através do pátio.

O Pátio de los Leones é o centro de um complexo de habitações em que o único ponto comum é precisamente este pátio. No centro uma fonte sustentada por doze leões, cada um simboliza o Sol e dos quais jorra a vida, simbolizam tam­bém as 12 tribos de Israel, os doze signos do Zodíaco e os doze meses. No momento da nossa visita estavam a ser restaurados e esse trabalho de restau­ro em exposição no Museu de Alhambra inserido no Palácio do Imperador Carlo V com um dos Leões expostos e completamente restaurado.

Neste Pátio central do Palácio encon­tramos uma floresta de colunas e ren­dilhados que o circundam. Os quatro pequenos cursos de água que partem da fonte representam os quatro rios do pa­raíso. O Pátio de Lindaraja que se segue na nossa visita tem influenciado artistas de todo o mundo pela sua luminosidade e carácter claustral, contém várias laranjeiras, roseiras e ciprestes.

El Partal situa-se na saída de Lindaraja e contém um vasto jardim e uma colunata de cinco arcos com uma vista fabulosa para Albaycín e a Torre de las Damas com pequenos aposentos e pinturas murais que retratam a vida diária na corte, infelizmente não estão ainda restauradas.

O Paseo de las Torres faz a ligação entre os diferentes palácios com 6 torres no total, passeio ao longo da mura­lha onde se pode avistar o vale das hortas e os jardins novos de Generalife.

Etapa: Generalife

Uma das imagens mais distintas de Alhambra o jardim do Pátio de la Acequia é um espaço estreito e comprido, uma das principais artérias hidráulicas do conjunto, este pátio tem um carácter muito intimista, este era palácio de Verão para os sultões ao longo dos séculos XIV e XV, já os seus famosos arcos de água são uma adição do século XIX. Os jardins novos de Generalife foram começados em 1931 e acabados em 1951 por Francisco Prieto Moreno, eles são uma interpretação mais recente dos jardins muçulmanos em que os ciprestes e laranjeiras continuam a ter um papel muito importante assim com os arcos de roseiras. Em 1952 completou-se finalmente o anfiteatro ao ar livre rodeado por ciprestes e construído expressamente para o Festival Internacional de Música e Dança de Granada.

Etapa: La Alcazaba e Palácio de Carlos V

Esta é a área mais antiga de Alhambra, com três torres que ajudavam a proteger a fortificação, em termos de jardins é a parte menos interessante, mas as suas torres têm a melhor vista das redondezas.

Em Alcazaba pode-se ver as masmorras e a Plaza de Armas, assim como a área residencial da guarda.

O Palácio de Carlos V é uma construção Renascentista, mandado construir por Carlos V em 1526, é o símbolo do cristianismo em Alhambra, considerada uma das mais belas construções desta época fora de Itália. Nos portais os ornamentos retratam diversas cenas da batalha de Pádua. Hoje existem dois museus no seu interior, o Museo Provincinal de Bellas Artes fundado em 1836 e o Museo Nacional de Arte Hispano-Musulmán de La Alhambra, ambos podem ser visitados gratuitamente.

Informações úteis:

A melhor maneira de visitar La Alhambra é comprando antecipadamente os bilhetes na Internet, o número de pessoas que podem visitar diariamente é limitado e mesmo de manhã cedo (7h00) as filas são intermináveis. Se não conseguir bilhetes na Internet existem máquinas onde se podem comprar os bilhetes electronicamente, elas situam-se do lado direito das bilheteiras de venda directa. No Verão a afluência a La Alhambra é enorme, muitas vezes os bilhetes para o dia esgotam muito cedo de manhã. O custo do bilhete varia se for adquirido na Internet custam €13 assim como nas máquinas locais, se comprar por venda directa são €12.

Outras informações importantes:

Existem três entradas para quem vai a pé até La Alhambra; Plaza Nueva, Plaza del Realejo e Paseo de los Triste.

Os autocarros 30, que faz a ligação Plaza Nueva e Alhambra, e o 32 que faz a ligação Alhambra e Albaycín são os mais apropriados para quem prefere guardar as energias para andar dentro dos palácios e jardins, os autocarros são com bastante frequência e levam-o até ás diferentes entradas de La Alhambra e Generalife.

Bicicletas e Segway podem ser alugados em diferentes zonas de Granada.

La Alhambra and Generalife:

  • O bilhete tem a hora a que deve entrar nos palácios Nazaríes
  • É proibido fumar, comer ou beber nos palácios Nazaríes e no interior dos outros palácios
  • É proibido tocar em qualquer elemento decorativo
  • Não se podem tirar fotografias usando o tripé
  • Não se podem levar sacos de grande certo volume
  • Para comprar bilhetes online vá até:  www.alhambra-tickets.es

Horário:

Novembro – Março (6.300 visitas máximas por dia)

Segunda – Domingo: das 8h30 ás 18h00

Visitas nocturnas ás Sextas e Sábados: das 20h00 ás 21h30 (inclui somente os palácios)

Pontos de interesse: Pátio de los Arrayanes, Pátio de Lindaraja, jardins do Palácio del Partal, Pátio de la Acequia e jardins Nuevos e Anfiteatro

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