Destino: Vila Medieval de Ourém

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A conjugação da beleza e da simplicidade…

Há muito que ansiava por uma visita à Vila Medieval de Ourém. A arquitetura simples, uma malha urbana organizada, a preservação arquitetónica e o seu castelo são fatores decisivos para uma visitação.

Texto e fotografia: Vasco de Melo Gonçalves

Com o Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros (PNSAC) como vizinho, a Vila Medieval de Ourém é um local que merece uma visita de descoberta. Dominada pelo seu Castelo é no deambular pelas ruas estreitas e recantos que descobrimos a essência da povoação. Bem preservada do ponto de vista arquitetónico e sem grandes “invasões” de turistas, a Vila Medieval de Ourém foi um dos locais mais interessantes que visitei nos últimos tempos.

Castelo de Ourém
Classificado como MN – Monumento Nacional, o Castelo de Ourém foi uma das vítimas do terramoto de 1755. Erguido no ponto mais alto do morro, a cerca de 330 m. de altitude. Desconhece-se a data precisa da sua fundação, mas sabe-se que já existia no séc. XII, e no recinto foram identificados vestígios do Calcolítico e das Idades do Bronze e do Ferro.

“Localizado numa região correspondente na actualidade ao município de Ourém, o castelo do mesmo nome encontra-se estrategicamente situado no centro do país, na confluência de antigas vias, numa zona dotada de assinalável diversidade de recursos naturais essenciais à sobrevivência e fixação de comunidades humanas, a exemplo dos inúmeros testemunhos arqueológicos identificados até ao momento.
Conquistada, em definitivo, aos mouros em 1136, Ourém foi doada (1178) por D. Afonso Henriques (1109-1185) a sua filha Infanta Dona Teresa (Matilde), por iniciativa de quem lhe foi conferido foral, constituindo, desde então, parte dos territórios mais importantes das rainhas portuguesas, até que, em 1384, D. João I (1357-1433) a concede, bem como o título de Conde de Ourém, ao Condestável do Reino, D. Nuno Álvares Pereira (1360-1431).
É em meados do século XV, com D. Afonso, Conde de Ourém e Marquês de Valença, que as muralhas do primitivo castelo são rasgadas para edificação do Paço, até ser destruído quase por completo pelo terramoto de 1755. Entrou, então, num processo de degradação agravado pelas invasões francesas, já no início do século XIX, sendo, no entanto, contemplado no primeiro documento nacional de classificação de estruturas antigas como “monumentos nacionais”, datado de 1910, numa confirmação da sua importância histórica, até que, na década de trinta do século passado, foi objecto de obras de restauro e de beneficiação e valorização, estas últimas já nos anos oitenta.
Destacado na paisagem em local de difícil acesso, no topo do monte sobranceiro à Vila, o castelo, originalmente edificado entre os séculos XII e XIII, foi dotado de um grandioso Paço no tempo de D. Afonso, Marquês de Valença (vide supra), nele imprimindo-se notória influência arquitectónica italiana.
Desenhando um triângulo, o conjunto que hoje observamos possui corpo central de planta rectangular e dois torreões (torres largas e ameadas) insertos no próprio muralhado de planta poligonal da Vila. Os dois pisos inferiores foram completados com um amplo terraço circundado por balcão com mata-cães sobre arcaria apontada assente em mísulas piramidais”. Fonte: [Amartins] DGPC

Igreja Matriz (Antiga Colegiada)

Galeria Municipal

Informação útil
Vila Medieval de Ourém
http://museu2.cm-ourem.pt/

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