Ecopista do Vouga: inaugurada uma nova porta de entrada para os territórios de Viseu Dão Lafões

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Ecopista do Vouga liga-se à Ecopista do Dão, em Viseu, o que permite percorrer 114 quilómetros de forma ininterrupta. É a maior ecopista contínua do país.

A Ecopista do Vouga foi inaugurada, no início do mês de Outubro em Viseu, numa cerimónia presidida pela Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa. Com uma extensão total de 65 quilómetros, a Ecopista do Vouga interliga-se com a Ecopista do Dão, já existente, o que significa que é possível percorrer, a pé ou de bicicleta, e de forma ininterrupta, 114 quilómetros nos cenários magníficos da região Viseu Dão Lafões. Esta passa a ser, assim, a maior ecopista contínua do país.

A cerimónia de inauguração contou também com a presença de Fernando Ruas, Presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões, Raul Almeida, Presidente da Turismo Centro de Portugal, Luís Filipe, em representação da CCDR-Centro, e dos autarcas dos restantes municípios por onde passa a Ecopista do Vouga: Rui Ladeira (Vouzela), Vítor Figueiredo (São Pedro do Sul) e João Valério (Oliveira de Frades).

O projeto resultou de uma parceria entre a CIM Viseu Dão Lafões e os municípios de Viseu, São Pedro do Sul, Vouzela e Oliveira de Frades. O investimento total ascende a 4,1 milhões de euros, dos quais 2 milhões resultam de um apoio do Turismo de Portugal e o restante é investimento dos municípios.

O percurso atravessa paisagens de grande beleza arquitetónica e paisagística e inclui várias pontes e túneis ferroviários. A infraestrutura foi construída sobre o antigo ramal ferroviário da Linha do Vouga, desativado em 1980, que fazia a ligação entre o litoral e a cidade de Viseu, acompanhando o vale do Rio Vouga. O troço agora intervencionado requalificou o piso da plataforma da antiga linha de caminho de ferro e dotou-a de equipamentos e infraestruturas que permitem à população local e aos visitantes apreciar esta paisagem com todo o conforto e segurança.

A ligação à Ecopista do Dão – que percorre os municípios de Tondela e Santa Comba Dão – acontece em Viseu. Juntas, a Ecopista do Vouga e a Ecopista do Dão percorrem seis municípios da CIM Viseu Dão Lafões: Oliveira de Frades, Vouzela, São Pedro do Sul, Viseu, Tondela e Santa Comba Dão.

Numa das suas extremidades, em Santa Comba Dão, esta rede de Ecopistas da CIM Viseu Dão Lafões terá ligação com a futura Ecovia do Mondego, que irá até aos limites do concelho de Penacova, na CIM Região de Coimbra; na outra extremidade, continuará por Águeda, Albergaria-a-Velha e Sever do Vouga, municípios da CIM Região de Aveiro, ligando-se ao corredor ciclável EuroVelo 1 – Rota da Costa Atlântica, em Aveiro. Assim, aumentam ainda mais as possibilidades de deslocação por bicicleta na região.

As Ecopistas do Vouga e do Dão são vias principais, que atravessam todo o território e que têm a capacidade de agregar ou distribuir turistas ou visitantes pela região. Desta forma, constituem eixos fundamentais na estratégia alargada de desenvolvimento do Turismo de Natureza por parte da CIM Viseu Dão Lafões, nomeadamente do produto turístico Walking & Cycling, através das ecopistas, de percursos pedestres, de circuitos de trail e de circuitos de BTT. Na atualidade, a CIM dispõe de uma rede de percursos pedestres e cicláveis, que conta com mais de 1700 quilómetros sinalizados e homologados nas respetivas federações.

Declarações

Na cerimónia de inauguração, Fernando Ruas, Presidente da CIM Viseu Dão Lafões, elogiou o facto de a Ecopista do Vouga resultar da conjugação de vários esforços. “Foram quatro concelhos que, através da CIM, se reuniram para criar esta infraestrutura. É um bom exemplo, a que damos muito valor, de desenvolvimento do território de uma forma integrada”, sublinhou. “É simbólico que estejamos reunidos no final da Ecopista do Dão, o ‘monumento’ mais visitado de Viseu. Talvez o SNS possa fazer contas connosco… não sei quanto poupamos em medicamentos e consultas com esta Ecopista. Acima de tudo, é um equipamento que traz felicidade aos cidadãos”, acrescentou Fernando Ruas.

Com esta ligação entre as duas, vamos ficar com uma das ecopistas mais desenvolvidas e compridas da Europa. É uma infraestrutura que reúne uma serie de produtos, que liga o BTT, os percursos pedestres, mas também alavanca os vinhos, o enoturismo o termalismo ou o património. É mais um elemento que nos ajuda ao desenvolvimento. É com realizações como esta que o interior vai fixando pessoas”, concluiu o Presidente da CIM Viseu Dão Lafões.

Raul Almeida, Presidente da Turismo Centro de Portugal, destacou o facto de a Ecopista do Vouga se enquadrar na estratégia regional e nacional de promoção turística. “Quero dar os parabéns aos autarcas e à CIM Viseu Dão Lafões por este projeto. Este está alinhado com a estratégia do Turismo Centro de Portugal e do Turismo de Portugal, que coloca o Turismo de Natureza como um dos maiores ativos estratégicos da região e do país. A Ecopista do Vouga cumpre também outros objetivos, como a possibilidade de desenvolvermos outros produtos relacionados, casos da gastronomia e do termalismo, e atenua os efeitos da interioridade, ao trazer mais os turistas para territórios de baixa densidade”, frisou Raul Almeida.

Deixo o desafio de criarmos um grande anel de Ecopistas, que ligue as Ecopistas do Dão, do Vouga, do Mondego e a EuroVelo. Dessa forma, seria um anel completo, que atrairia ainda mais pessoas aos territórios da região Centro de Portugal. Estamos cá para vos ajudar a estruturar este produto”, adiantou o Presidente da Turismo Centro de Portugal.

A encerrar a sessão, a Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, recordou que “foi neste mesmo local que inaugurámos a Ecopista do Dão. É muito bom que os territórios tenham estratégias que continuem no tempo e que envolvam todos os atores. É isso que faz a diferença”.

A Ecopista do Vouga está aqui. Foi feita com o esforço de todos e com a visão e liderança da CIM Viseu Dão Lafões. Elogio a forma como os autarcas têm trabalhado em conjunto em projetos intermunicipais. É um exemplo que deram e estão a dar ao país. Mesmo que no imediato não sejam visíveis, os projetos intermunicipais beneficiam todo o território. O Governo ajuda e cria condições para que as coisas se façam, mas se os autarcas não se unirem, não se faz o caminho”, considerou a governante.

Graças à CIM, a marca Viseu Dão Lafões é hoje uma marca implantada a nível nacional e internacional, evidência de que quando há uma estratégia, alcançam-se resultados. Também aqui deram um exemplo ao país”, concluiu a ministra.

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